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Negócios & Franquias

Microfranquia: quanto custa investir e o que avaliar antes de escolher uma?

4 min de leitura

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Young business man working at home with laptop and papers on desk

Quanto custa uma microfranquia?

O investimento necessário para abrir uma microfranquia pode variar bastante.

Existem modelos com investimento inicial de poucos milhares de reais e outros que exigem aportes maiores, dependendo do segmento, da estrutura necessária e do tipo de operação.

Por isso, a pergunta mais importante não é apenas “quanto custa?”. Antes de investir, também é preciso entender o que está incluído no valor, qual estrutura será necessária, quais são as responsabilidades do franqueado e como funciona o suporte oferecido pela franqueadora.

O que caracteriza uma microfranquia?

As microfranquias costumam ter uma estrutura mais enxuta do que os modelos tradicionais de franquia.

Elas podem funcionar em formatos como:

  • home office;
  • prestação de serviços;
  • operação móvel;
  • quiosques;
  • modelos digitais;
  • pequenos pontos comerciais.

A principal característica é a redução da necessidade de investimento inicial em comparação com operações que exigem lojas maiores, estoque elevado ou estruturas complexas.

Mas um investimento menor não significa que o negócio seja simples ou que dispense gestão.

O franqueado continua responsável pela operação e, dependendo do modelo, pode acumular funções comerciais, administrativas e operacionais.

O que está incluído no investimento inicial?

Essa é uma das primeiras perguntas que um candidato deve fazer.

O investimento pode incluir diferentes itens, como:

  • taxa de franquia;
  • equipamentos;
  • treinamento;
  • materiais;
  • tecnologia;
  • estoque inicial;
  • capital de giro;
  • estrutura física, quando necessária.

Cada rede possui um modelo próprio. Por isso, comparar apenas o valor anunciado pode levar a conclusões equivocadas. Duas franquias com o mesmo investimento inicial podem ter necessidades operacionais completamente diferentes.

Como escolher uma microfranquia?

O primeiro passo é entender se o modelo de negócio faz sentido para o perfil do empreendedor. Também é importante analisar a Circular de Oferta de Franquia, conhecida como COF. A COF reúne informações importantes sobre a franquia, incluindo condições do negócio, taxas, obrigações e outros aspectos que devem ser conhecidos pelo candidato antes da assinatura do contrato.

Também vale pesquisar o histórico da rede e conversar com franqueados que já estão em operação.

Segundo orientações reunidas em levantamento da Central do Varejo, o valor do investimento não deve ser o único critério de escolha. A demanda pelo serviço, o segmento e a disponibilidade do empreendedor para se dedicar ao negócio também devem ser considerados.

Microfranquias de serviços: uma oportunidade baseada em demanda recorrente

As franquias de serviços possuem uma dinâmica diferente das operações de varejo. Em muitos casos, o negócio não depende de uma loja aberta ao público. O atendimento acontece no local onde o serviço é necessário.

Esse modelo pode ser aplicado a diferentes segmentos, incluindo manutenção, limpeza, assistência técnica e outros serviços especializados.

No mercado de piscinas, essa lógica é especialmente relevante porque uma piscina continua exigindo cuidados depois da instalação.

O exemplo da TRATABEM

A TRATABEM é a marca da Rede iGUi voltada para serviços de limpeza, manutenção, tratamento da água e assistência técnica. A existência de uma rede especializada nesse segmento está relacionada à demanda contínua criada pelas piscinas já instaladas. O profissional não atua apenas no momento da venda, como também pode acompanhar o cliente em uma necessidade recorrente de manutenção e cuidados.

Por isso, ao avaliar uma oportunidade de microfranquia, também é importante observar se o serviço oferecido possui demanda contínua e qual é o nível de qualificação necessário para operar.

Antes de investir, compare o negócio com seus objetivos

Uma microfranquia pode ser uma porta de entrada para o empreendedorismo, mas não deve ser escolhida apenas porque apresenta um investimento inicial baixo.

Antes de tomar uma decisão, vale perguntar:

  • Quanto preciso investir no total?
  • O que está incluído nesse valor?
  • Preciso de um ponto comercial?
  • Quanto tempo preciso dedicar à operação?
  • Qual treinamento a rede oferece?
  • Como funciona o suporte?
  • Existe demanda para esse serviço na minha região?
  • Quais são as minhas responsabilidades como franqueado?

O melhor investimento não é necessariamente o mais barato.

É aquele cujo modelo de operação, mercado e exigências fazem sentido para o perfil e os objetivos do empreendedor.

Veja a matéria original:

Central do Varejo: Microfranquias — quanto custa e como investir

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